A estátua da mortandade |
Há uma luz ao fundo. Uma luz pequenina lá longe no mar que se aproxima mais e mais, crescendo em tamanho e brilho, até ferir a vista de quem a olha quando chega perto, incandescente. É outra vez ela: a tocha que a mulher de cobre que vigia Nova Iorque de cima empunha no alto orgulhosa; revestida a ouro e coberta por promessas de libertação e paz - não há que enganar. A estátua-mãe sai de pose e percorre milhares de quilómetros para alumiar caminhos, defendendo que só a luz que traz na mão pode dar a um lugar a clareza que ele pede nas ruas - acontece com regularidade, às vezes com aviso, outras de surpresa. Mas a luz que ilumina também queima, e quando........