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O Minho tem mais encanto

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Num terreno tradicionalmente difícil e perante um Moreirense que se revelou um adversário muito combativo, o Braga soube ser maduro e paciente, conquistando uma vitória importante na luta pela Europa.

Nas últimas três visitas à vila vimaranense, a vitória chegou apenas nos descontos (Ricardo Horta, aos 90+4 em 2024/25; Al Musrati aos 90+6 em 2023/24; Ricardo Horta, aos 90+3 em 2021/22). Desta vez, Fran Navarro marcou logo aos 25 minutos. O Braga dominou e criou muitas dificuldades à construção do adversário, mas acabou por sofrer nos últimos dez minutos em que o Moreirense se apresentou mais combativo e com muita vontade de marcar.

A vitória do Braga fica ainda marcada pela coreografia com que os adeptos braguistas pintaram a sua bancada. Foi um hino ao braguismo e ao desportivismo, provando que o Minho tem, de facto, mais encanto quando pintado de vermelho e branco.

Este ambiente de festa e desportivismo contrasta com o espetáculo que os três clubes chamados grandes têm proporcionado ao desporto português. Semana após semana, assistimos a atitudes antidesportivas, a um ruído constante que visa condicionar decisões, a uma adulteração das regras e a uma pressão insana sobre os árbitros que, invariavelmente, acaba por levar os juízes a errar em seu favor.

A Liga, a Federação e o Governo têm que garantir que não há privilégios de influência política baseados na dimensão mediática dos clubes. Houvesse mais igualdade e mais respeito mediático pelo Braga e todos poderiam conhecer o encanto que o Minho traz ao futebol português.


© Jornal de Notícias