O momento e as opções |
Com surpresas no onze e no trio de ataque que terminou o jogo em Alvalade, o Benfica não podia ter começado melhor o jogo, com um golo "à nove" do médio Barreiro, depois de uma jogada "à dez" do central António Silva. Numa primeira parte que resultou num bom jogo de futebol, com duas boas equipas focadas naquilo que é o mais importante, o intervalo chegou com a convicção de que na segunda parte o Benfica resolveria o jogo e daria tempo para os adeptos desfrutarem de uma tarde solarenga de futebol. Não foi assim, pois, mais uma vez, a equipa, parece ter-se desligado do jogo e só as oportunas substituições de Mourinho voltaram a dar intensidade à equipa, que, ainda assim, só nos últimos cinco minutos conseguiu acalmar umas já inquietas bancadas. Este jogo, e estas oscilações, podem permitir retirar algumas conclusões para o futuro próximo e as titularidades, improváveis há poucos meses, de Barreiro, Schjelderup, Prestianni e...Ivanovic parecem incontestáveis. Não que as qualidades de Lukebakio, parece sem chama, Rafa, muito tempo parado, e de Pavlidis, sem confiança apesar da vontade de sempre, tenham desaparecido, mas porque o valor daqueles "prováveis suplentes" cresceu muito com o trabalho do treinador. Agora que o Benfica reconquistou o direito a depender apenas de si próprio para conseguir a qualificação para a Champions, o foco deve ser total nos três difíceis jogos que lhe restam, para que possa terminar a época com um cenário mais desanuviado. No próximo fim de semana, em Famalicão, casa de uma das equipas que melhor jogou contra os ditos grandes, será, pois, ocasião para aplicar a velha máxima de que o "futebol é o momento..."