Leixões não pode ser pensado para ontem |
Portugal tem um problema recorrente quando pensa infraestruturas: decide tarde, planeia curto e executa mal. O novo terminal norte do Porto de Leixões arrisca ser mais um exemplo, e a responsabilidade tem nome: o Governo e o atual ministro das Infraestruturas.
O que está em cima da mesa não é uma visão estratégica. É uma solução de compromisso, mal desenhada, que tenta forçar o futuro dentro de um modelo já esgotado. Em vez de liderar, o Governo está a gerir o problema e a fazê-lo mal.
O mais preocupante nem é a contestação política ou ambiental. Isso faz parte de qualquer grande obra. O sinal de alarme verdadeiro é outro: até a concessionária levanta dúvidas sobre a sustentabilidade do projeto. Quando quem opera diz que aquilo não é viável no médio prazo, o problema não é de perceção, é de conceção. E isso devia ter levado o ministro a travar, repensar e corrigir. Não levou.
Estamos a discutir metros de quebra-mar, impactos pontuais nas praias, ajustes técnicos. Tudo isto são distrações. O erro está antes: insistir em expandir um porto encaixado num espaço urbano, com........