O meu pai e o futebol
Na noite de 20 de janeiro, liguei para lhe sentir a alegria pela vitória, arrancada ao minuto 90, do seu Sporting sobre o detentor do título europeu, o Paris Saint-Germain, na Liga dos Campeões. "Correu bem", comentou, assinalando que o seu clube, tendo sido competente, "teve sorte". Era sempre assim. Tivesse o Sporting jogado e vencido o F. C. Porto ou o Benfica, um clube do meio ou do fundo da tabela, era dele a iniciativa de reconhecer, se era caso disso, os méritos dos adversários. "Também tiveram oportunidades", era uma frase recorrente. De resto, nunca o vi chatear-se com ninguém por causa do futebol; e as polémicas das arbitragens, para ele, não eram assunto.
Este era o meu pai,........
