O ar bafiento das prisões

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, o maior da classe, pôs finalmente termo a uma greve iniciada há 13 meses na cadeia do Linhó, em Cascais, com a adesão dos seus cerca de 130 guardas. Foi a mais longa das greves da classe que, nos últimos 12 anos, recorreu mais de 200 vezes a esta forma de protesto. A do Linhó foi justificada por razões de segurança, pois, em 2024, haviam sido ali registadas 13 agressões de presos a guardas. Estes, considerando-se insuficientes, decidiram reivindicar que os (cerca de 250) reclusos inativos (não estudam nem trabalham, sendo que a cadeia não oferece trabalho a todos), em vez de quatro horas diárias fora das celas, tivessem direito apenas a duas, o mínimo legal.........

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