Faltam três |
A três jornadas do fim, encontramo-nos na antecâmara do que será a conquista do título nacional que nos foge há alguns anos, anos demais para um clube que só conhece a vitória como modo de vida e de exigência. Apesar de todos os detratores e maledicentes, Farioli tinha mesmo razão: o F. C. Porto voltou. E voltou a sério, numa temporada de reformulação total do plantel e após um ano horrível, onde quase parou de jogar futebol com Anselmi. A uma vitória de se sagrar campeão, o próximo sábado pode ser de festa e a Avenida dos Aliados, mais dia menos dia, será mesmo a paragem mais próxima. Aí está o reverso da medalha: a equipa supostamente com medo quase a ser campeã; a equipa do manto verde, sem medo, a lutar por fugir ao terceiro lugar. Partidas que são destino.
É necessário respeitar o Alverca como respeitamos Famalicão, Estoril, Tondela ou Estrela da Amadora. O foco competitivo, de resto, não pode estar no carimbo do campeonato, mas sim na obtenção dos três pontos. O relaxe dificilmente compreensível da segunda parte na Amadora poderia ter trazido dissabores inesperados, colocando mais dúvidas em cima da mesa (até porque o Sporting entraria com outro ânimo na Vila das Aves). Os dois golos de Gul foram importantes para recompensar um jogador que tudo tem feito para escapar a duas sombras maiores. Mas é em Froholdt e em Pietuszewski que esta equipa se apoia como dínamo e espada, com a tripla Bednarek/Kiwior/Thiago Silva como muro de confiança. Depois ou antes disso, um nome: Diogo Costa. Talvez seja nele que reside a dimensão final da fortaleza que nos fará campeões.