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Dois golos, não três

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21.04.2026

A teoria do medo e do destino fatídico de Farioli saiu derrotada durante o mês de março e converteu-se ao ridículo em abril. Para muitos daqueles que queriam plantar medos num Olival, a forma cabal como o F. C. Porto ultrapassou jogos de enorme exigência quase sem mácula, não era ainda suficiente. Bastou a perda de pontos frente ao Famalicão para ressuscitar o ânimo alheio, moldado pela demagogia e, sobretudo, pela total incompreensão do que é ser Porto. Esta equipa pode ter ainda muitas arestas por limar - até porque continua a vender milagres sem pontas de lança fixos e com golo -, mas nunca mostrou falta de coragem ou união perante as dificuldades. Desde o arranque da temporada que se percebeu que o "chip" da época anterior havia mudado e que, tão perto da vitória, não seria pelo medo de falhar que deixaria de ganhar.

A ansiedade de chegar ao golo é normal numa equipa que sente a necessidade de não falhar mais um "match point" na época. Frente a um Tondela aguerrido e a querer mostrar uma contundência que há muito não se lhe via, o F. C. Porto poderia ter olhado ao espelho com desconfiança após o penalty falhado de Varela no final da primeira parte. As oportunidades estavam lá e o controle de jogo também, mas faltava melhor definição. A reentrada após o intervalo traz o golo que há muito merecia para a gestão do jogo e do plantel. Froholdt, uma vez mais, a acabar a época como a começou: um jogador de outra constelação. Pepê, novamente no equilíbrio e maturidade de que nenhum treinador prescinde. Gabri Veiga, a definir finalmente a sua cotação. Como gosto de ver o Dragão a festejar dois golos. Não três.


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