O Sporting empata com dois golos em pouco mais de um minuto e divide os pontos num clássico que o F. C. Porto merecia ganhar pelo que fez na primeira parte. Não podemos considerar como distrações as situações para as quais estamos mais do que avisados, pelo que a entrada em falso do clube de Alvalade deveria ter sido chancelada por um resultado-panfleto ao toque do intervalo.

Afinal, não era para menos. O derradeiro jogo de Jorge Nuno Pinto da Costa no Dragão, o Presidente dos Presidentes, tinha todas as condições para ter terminado na vitória por que todos lutaram, incessantemente, apesar do recuar das linhas que ergueu a bandeira de uma ilusão de controlo que não poderia nunca resistir a duas cartadas certeiras de sueca. As regras do jogo eram demasiado evidentes para se alegar desconhecimento ou distracção. O espaço a conceder era zero mas duas avenidas foram abertas.

Num jogo marcado pelo fim de um ciclo, as atenções também se centravam na Tribuna Presidencial. Quem é quem, quando e onde. O aplauso unânime dos adeptos diz bem do reconhecimento a quem merece todas as homenagens, para sempre. Um dos grandes desafios de André Villas-Boas, eleito com uma votação esmagadora “à Pinto da Costa”, será o de criar um presente para o ainda Presidente. Sobre o passado estamos conversados. Já o futuro só se poderá construir com este presente. Que estejam todos, sem excepção, à altura das suas responsabilidades e da grandeza do F. C. Porto, um exemplo de participação e liberdade que inspirará todos os que encontram nas democracias o antídoto para todas as demagogias.

*o autor escreve segundo a antiga ortografia

QOSHE - Começar pelo fim - Miguel Guedes
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Começar pelo fim

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30.04.2024

O Sporting empata com dois golos em pouco mais de um minuto e divide os pontos num clássico que o F. C. Porto merecia ganhar pelo que fez na primeira parte. Não podemos considerar como distrações as situações para as quais estamos mais do que avisados, pelo que a entrada em falso do clube de Alvalade deveria ter sido chancelada por um resultado-panfleto ao toque do intervalo.

Afinal, não era para menos. O........

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