A utilidade da decência |
O primeiro momento de definição das presidenciais pode ser a derradeira oportunidade para não cedermos à pressão do voto útil. A utilidade instrumental do voto, evidente na segunda volta para quem escolhe um mal menor ou um bem suficiente, pode colocar-se no dia 18 como uma pré-desistência da convicção, não pelo desejo de alienar o voto, mas por medo. Ora o medo não assegura a democracia, antes a base da sua destruição, sendo precisamente por ele que tantas vezes nos afastamos das mais elementares noções de representatividade. Votar no candidato que mais se aproxima das nossas ideias parece um valor democrático em extinção, sobretudo quando ninguém procurou........