Repetir o erro |
Esta podia ter sido a jornada do tudo ou nada? Podia, mas a verdade é que depois de dois jogos grandes ficou tudo na mesma. Fomos os primeiros a jogar, contra um Braga capaz de se aguentar perante adversários "pesados" e não conseguimos voltar para Lisboa com três pontos por culpa própria. Até entrámos bem, fizemos o golo cedo, mas uma vez mais, e à semelhança daquilo que aconteceu na primeira volta, não soubemos ter maturidade para segurar.
Podemos até separar o jogo em 45 minutos. Uma primeira parte dominadora, com Pedro Gonçalves a titular, com jogadores capazes de fazer valer as oportunidades e com um 2-0 que podia ter sido mais bonito ainda se as oportunidades tivessem sido concretizadas. Na segunda parte, Rui Borges fez entrar João Simões. Poderia ter sido Daniel Bragança e a sua maturidade, mas não. Opções são opções e foi na opção da entrada de Eduardo Quaresma para "segurar o resultado" que não foi dito, mas foi sentido. O Braga cresceu, soube-se mexer e no último suspiro, num azar de Inácio, o penálti esteve lá.
Pareceu quase uma repetição daquilo que aconteceu meses antes, faltou maturidade e perceção do que era efetivamente necessário para ganhar o jogo com vantagem maior. No clássico em Lisboa, a esperança desapareceu durante 70 minutos e aqueles que são agora os cinco pontos (quatro diretos, mais um de confronto) de diferença estão a doer mais ainda, sabendo que se tivéssemos feito a nossa parte, eram só dois.
Nada está perdido, nada está garantido, mas não dependemos só de nós.