Utilidade Pública |
Na segunda-feira, a Federação Académica do Porto foi oficialmente reconhecida pelo Governo com o estatuto de utilidade pública. Uma conquista que é partilhada, sobretudo, pelos nossos 80 mil estudantes e pelas 26 associações que dão vida, todos os dias, à Academia do Porto.
Há 36 anos que a FAP ultrapassa o papel tradicional de representação estudantil, e esse caminho vê-se no que fazemos: no Aconchego, na FAP no Bairro, no Polo Zero, hoje também com o Espaço Cidadão, e nas residências Academia 24, com 64 camas para estudantes bolseiros de ação social. Projetos diferentes entre si, mas capazes de responder às necessidades, muitas vezes urgentes, de quem estuda e vive na cidade.
Os desafios que a minha geração enfrenta sentem-se na dificuldade em pagar um quarto, no acesso a oportunidades e na pressão do dia a dia, mas ao longo deste tempo temos procurado contribuir ativamente para a vida académica, cultural e social da região. Grande parte desta intervenção só é possível graças à Queima das Fitas do Porto, que continua a ser a nossa principal fonte de financiamento e permite apoiar cada vez mais projetos com impacto social.
Este reconhecimento não muda quem somos, mas ganha agora uma nova força, e, com ela, uma responsabilidade ainda maior. Dá-nos mais condições para estar onde somos precisos.
A FAP presta um verdadeiro serviço público, e, se há algo que este momento nos dá, é a certeza de que estamos ainda mais próximos de todos os jovens, com a responsabilidade de fazer mais e melhor.