Um conto de Natal |
A estética do Natal é viciante. É tudo querido e tudo remete para uma casinha de madeira, com a lareira sempre acesa, no meio de uma serra nevada. Mesmo que estejamos num t2 em Alcabideche, com quartos interiores. Há mínimos para esta quadra: uma árvore toda engalanada com enfeites a fazer pandã com os cortinados e passar dias a ver artigos internet que começam por "5 dicas para o seu gato não esfrangalhar a sua árvore este Natal". Nesta altura, também todos temos o acessório de Natal, e aqui temos de fazer uma escolha importante que vai definir a nossa consoada: de um lado, a equipa Rena, que passa o jantar com uma bandolete com hastes coladas e a tentar não vazar a vista de nenhuma criança quando tem de se baixar. E do outro a equipa Pai Natal, que enverga os mais variados tipos de gorros de Pai Natal, que podem ir variando de tamanhos, materiais e até cores. Eu faço parte desta, porque com o frio que faz, é a opção mais inteligente. Mas acima de tudo, o que não pode faltar são as luzinhas, meu Deus. As luzinhas. Não há coisa de que o ser humano mais goste, a seguir a ser coçado nas costas, do que luzinhas coloridas a piscar. Tenho para mim que as únicas luzes que os portugueses não gostam são mesmo os piscas quando fazem rotundas. Não se percebe porquê. Depois, há tudo com o tema Natal. Panos de cozinha, cheirinho para o carro, roupa interior. É........