Querido Max, querida Mary |
Vamos lá a coisas diferentes - mais encantatórias, menos deste quotidiano cheio de ficções. Vamos onde a ficção não é mentira. Um filme stop-motion de um brilhantismo emocional como quase não existe: Mary and Max (2009), do realizador australiano Adam Elliot.
Mas, antes, suponho que o stop-motion, a técnica de animação "quadro-a-quadro", seja a forma mais estranha de pôr bonecos a mexer. A forma mais estranha de transformar barro em personagens. Cada minuto de tela representa um esforço algo rudimentar, algo arcaico, de simular o movimento. Tal esforço muito demorado adaptou-se bem à estética de Wes Anderson e à morbidez de Tim Burton, mas tem........