IA: para onde vamos?

...

×

Funcionalidade exclusiva para assinantes Negócios Premium

Assine para partilhar E usufrua de todas as vantagens de ser assinante

A recente Encíclica “Magnificat Humanitas” (MH) do Papa Leão XIV insere-se na longa tradição da doutrina social da Igreja que todos os Papas, desde Leão XIII, foram construindo. Verdade seja dita que se esperava esta Encíclica desde a sua eleição, dado o nome que escolheu para si mesmo. Há 135 anos, o seu predecessor de igual nome, em plena transformação industrial, alertou e apontou caminhos de solução para as novas situações de fragilidade e pobreza vividas por muitos operários, famílias desenraizadas, idosos e desempregados. Hoje estamos, de novo, num momento-chave da história da humanidade ao qual nem a Igreja, e nem cada um de nós, pode permanecer indiferente. A transformação tecnológica é igualmente (ou ainda mais) profunda e veloz, com consequências económicas, sociais e humanas que têm impacto no trabalho e na forma como o realizamos, nas famílias, nos socialmente mais vulneráveis, como os idosos, desempregados e migrantes, na própria política e nos conflitos ao nível global. Por trás destas preocupações específicas, reside uma verdade mais profunda: o progresso tecnológico não é necessariamente sinónimo de progresso moral e humano.

Na realidade, poucos se questionam sobre o propósito que a IA devia servir, nem se a nossa mentalidade, as instituições e os mecanismos de controlo atuais são capazes de orientar a tecnologia para o bem-comum e o bem-estar humano, em geral.

É, por isso, de saudar que o Papa Leão XIV reflita sobre este tema na sua primeira Encíclica, descrevendo o atual percurso da IA........

© Jornal de Negócios