O problema não é formar em IA. É formar sem governar

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A inteligência artificial já está dentro da sua organização; aprovada ou não. E, se ainda não tem uma política de IA, provavelmente já está atrasado. A questão já não é se a IA vai entrar nas empresas, universidades ou instituições públicas. Já entrou. Entrou com regras, critérios e responsabilidade ou pela porta lateral do improviso individual?

É de aplaudir que governos, empresas e instituições estejam a investir em formação em inteligência artificial. É necessário ensinar as pessoas a usar ferramentas, escrever melhores "prompts" e compreender novos modelos de produtividade. Mas algumas organizações deixam-se seduzir pelo mediatismo de anunciar formações com metodologias “inovadoras” ou “cool”, quando muitas dessas práticas (aprendizagem por projeto, colaboração entre pares, resolução de problemas reais) são usadas há décadas nas melhores escolas de gestão. O problema não está na metodologia. Está no fetichismo da metodologia. Às vezes, o que muda não é a pedagogia; é apenas o nome em inglês no folheto.

Segundo dados da Adecco Group, 60% dos líderes esperam que os colaboradores atualizem competências, funções e responsabilidades para se adaptarem à IA, mas 34% das empresas ainda não têm uma política que oriente o seu uso. Este é o paradoxo: pede-se adaptação às pessoas, mas nem sempre se lhes dá orientação........

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