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Confiança: a métrica de liderança que talvez estejamos a ignorar

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05.09.2026

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Agosto deixa todos os anos um teste pouco habitual às organizações. Durante algumas semanas, muitos líderes estão ausentes, as equipas trabalham com menos supervisão direta e as decisões continuam a ter de ser tomadas.

À primeira vista, trata-se apenas de uma consequência normal do período de férias. Mas a ausência de um líder pode funcionar como um diagnóstico da organização que ajudou a construir. As decisões continuam a ser tomadas? As equipas sentem que têm autonomia para agir? Os problemas são levantados sem receio? Ou tudo abranda enquanto se espera pelo regresso de quem normalmente decide?

Esta capacidade de continuar a funcionar na ausência do líder raramente aparece nos indicadores habituais de desempenho. E, no entanto, talvez seja uma das formas mais concretas de observar algo que as organizações têm dificuldade em medir: a confiança.

Ao longo das últimas décadas, tornámo-nos cada vez mais sofisticados na medição da produtividade, eficiência, rentabilidade e desempenho. Mais recentemente, acrescentámos métricas sobre tecnologia e inteligência artificial. Todos estes indicadores são importantes, mas dizem-nos sobretudo o que uma organização está a produzir. Dizem-nos menos sobre aquilo que lhe permite continuar a funcionar quando aumenta a incerteza, diminui a........

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