Reis Magos |
Nesta quadra, deixo-vos com as prendas ao Menino:
Ouro: Acolher sem nos perdermos
Por estes dias tive oportunidade de estar numa receção de embaixadores europeus que visitaram a Região. Não pude deixar de notar que, nos momentos de espera ou nos passeios informais entre atos mais protocolares, os diplomatas tendiam a aproximar-se e a trocar impressões sobretudo com os congéneres cujos países partilham fronteiras ou heranças culturais. Falamos de diplomatas de topo, pessoas com elevada cultura clássica, naturalmente integradoras e curiosas em relação ao que lhes é exótico, por vocação e por profissão.
Ainda assim, esta é a natureza humana. Tendemos a sentir maior empatia pelo que conhecemos, pelo que partilhamos, pelo que nos é próximo e familiar. Isso não invalida a vontade de explorar, aprender ou descobrir. Esse é o momento do “Espanto”, usando uma palavra que D. Tolentino eternizou para a Madeira. O problema é que não conseguimos viver permanentemente espantados. Gostamos de nos surpreender, mas gostamos ainda mais do sabor........