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Indulgência

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16.01.2026

A minha mão atravessa agora o primeiro nevoeiro da noite. Há espinhos fugazes no dorso da escuridão, uma espécie de bálsamo perfurando o calor de Deus, como se fosse ainda demasiado cedo para o seu esplendor.

A minha mão não hesita, porém, contra a mancha dessa noite, contra o silêncio da minha voz e o embate de flores desconhecidas. Não há promessa que o desfaça, ainda que seja tarde e o fogo........

© JM Madeira