O tio João |
Perdoem-me aqueles primos que não gostarem de eu ir buscar esta figurita tão carismática da nossa família, mas, vocês sabem, o tio João tinha poucas e boas, lá isso tinha. O primo Ivo contava muitas histórias dele.
O tio João, filho do avô Soisa e d`avó Gusta, nasceu em 1910, assinava “Sousa” com “z”, tinha carta de condução e carros na praça, as ditas “abelhinhas”. Era um “chofer” dos bons, expedito e afoito a subir o foguete, com o carro à cunha até ao tejadilho, lá para os lados da casa da tia Elisinha da ponte, onde não era qualquer um que se atrevia. Tinha uma barreta de “chofer” e andava sempre aprumado, tão aprumado que, quando não encontrava a camisa do trabalho bem engomada ao gosto dele, lascava-a de cima abaixo em sinal de protesto, contra minha avó, a triste da mãe dele, que a não soubera passar. Só o tio José, uma dúzia de anos mais novo, encantava-se com os “deriges” daquele mano, sonhava ser como ele e não descansou enquanto não se........