Quando a burocracia tira sentido às boas intenções

A criação, em 2023 do sistema de devolução das propinas, ou seja, de um prémio salarial para jovens qualificados foi anunciada como uma medida de estímulo à formação superior e um incentivo para fixar talentos no país. Era, em teoria, uma boa notícia, reforçar a ligação entre educação e oportunidades profissionais, atenuar a precariedade salarial e valorizar aqueles que investem no seu percurso académico. No entanto, à medida que os primeiros concursos ficam atrasados e milhares de beneficiários aguardam respostas sem prazos definidos, a medida revela fragilidades profundas, que vão bem para lá da simples falta de rapidez administrativa.

Os atrasos no pagamento tornaram-se a regra, e não a exceção. São meses de espera, comunicação........

© JM Madeira