Até quando teremos de mendigar o que é nosso?

O ano começou mal. Muito mal. Confirmando aquilo que muitos madeirenses já temiam, o Governo PSD/CDS na República conseguiu transformar um direito constitucional num labirinto burocrático indigno de um Estado que se diz coeso e respeitador das autonomias.

Entre trapalhadas de ministros que se contradizem, imprecisões públicas, datas que não coincidem e pareceres ignorados, adiamentos encenados para evitar prejuízos eleitorais, a conclusão é simples: a montanha pariu um rato.

No final de toda esta confusão, os cidadãos das regiões autónomas continuam obrigados a adiantar centenas de euros para viajar dentro do seu próprio país, a provar que não devem um cêntimo ao Estado e, só depois, a pedir o reembolso de algo que a Constituição já lhes reconhece como um direito.

Estamos a falar de mobilidade. Não estamos a falar de um apoio social facultativo, nem de um subsídio assistencial. Estamos a falar de um pilar essencial da coesão territorial. Para quem vive numa ilha, o avião ou o barco não........

© JM Madeira