Cidadãos não praticantes
Em bom rigor, o título tem outro autor. Foi tirado a Valter Hugo Mãe num capítulo do livro ‘A Máquina de Fazer Espanhóis’.
Não é por falta de palavras que se tira um título a um escritor premiado. Nem é especial gosto pessoal usar o alheio. Mas aquelas três palavras, assim arrumadas, parecem ter sido especialmente escritas para classificar uma larga maioria de madeirenses desinteressados com essas coisas da cidadania.
São boa gente, muitos deles. Que vive bem com a vida, considerando que não estão para perder tempo com as injustiças ou com contributos para uma sociedade melhor.
São cidadãos que dispensam essa maçada da cidadania e, sobretudo, essa coisa da cidadania ativa, que implica pensar na vida e ainda mais em dizer, escrever ou manifestar uma posição própria de qualquer forma.
São ‘cidadãos não praticantes’, como se dizem os católicos que já esqueceram a reza toda, mas........
