Todos os jogos começam empatados
É bom estar de volta. Depois de 38 épocas consecutivas no principal escalão e de três anos a percorrer os campos da II Liga, o Marítimo regressa ao lugar onde se habituou a viver. Não regressa por convite, favor ou benevolência alheia. Regressa campeão. E prepara-se para cumprir a 44.ª temporada da sua história entre os melhores do futebol português.
Convém começar por aqui porque, entre contratações, dispensas e previsões, podemos esquecer o essencial: a presença do Marítimo na I Liga não é uma extravagância. É o regresso de uma instituição que passou quase quatro décadas consecutivas neste patamar, representou Portugal na Europa e fez dos Barreiros um dos estádios mais difíceis do país.
Mas a história não marca golos. Não defende cantos, não ganha segundas bolas e não oferece pontos por antiguidade. O Marítimo pode reivindicar um lugar histórico na I Liga; terá, porém, de conquistar semanalmente o direito de nela permanecer. É aqui que termina a celebração do regresso e começa a parte difícil.
Lá fora, poucos parecem acreditar que consiga fazê-lo. Um modelo estatístico, que realiza diariamente 15 mil........
