Sobre os rascunhos

Há qualquer coisa de profundamente humano no rascunho. Gosto de sentir que a mão funciona como prolongamento do pensamento, hesitando, parando, retomando caminhos. Gosto do desconforto de descobrir o risco do que ainda não está pronto. Gosto de rasgar e de começar de novo.

O rascunho conhece-nos melhor do que o texto acabado. Conhece o momento da alegria dos princípios; conhece os tropeços dos erros; conhece o silêncio da palavra que não chega e da frase que é........

© JM Madeira