Dilema sem emenda

Como previsto, lá vamos nós para segunda volta nas eleições para eleger o Presidente da República Portuguesa. Uns dizem ter escolha fácil, entre o enviado da providência e o salvador do superior regime, outros dizem ter uma escolha difícil, entre o intragável varredor do corrupto regime e o soporífero conservador da mediocridade do mesmo. Uns não querem mais do mesmo (sentem-se deixados de fora), outros não querem disrupção (antes um depenado pássaro na mão, que dois pássaros que voem longe e alto). Eu? Eu padeço de falta de escolha. Explico já.

Começo por tentar esclarecer o que é que eu entendo por socialista. Entendimento esse que, confesso, foi sendo deformado pelas leituras que ainda teimo em não largar (não tenho emenda, sei-o bem). Para mim (insisto), ser “socialista” não está colado ao eixo esquerda-direita. É acreditar que não é possível........

© JM Madeira