A era da empatia
Num mundo onde tudo se torna inteligente, talvez o maior risco seja esquecermo-nos de continuar humanos.
Vivemos rodeados por tecnologia sem precedentes. Os algoritmos aprendem, as máquinas escrevem, os sistemas antecipam comportamentos e a inteligência artificial ocupa espaços que, durante décadas, julgámos exclusivamente humanos. Mas, enquanto celebramos estes avanços, emerge uma questão essencial: qual será o valor da empatia numa sociedade cada vez mais digital?
Este é um dos grandes paradoxos do nosso tempo. Nunca estivemos tão conectados e, simultaneamente, nunca tantas pessoas relataram sentimentos de solidão, isolamento e desconexão emocional.
As mensagens atravessam continentes em segundos. As notificações sucedem-se sem pausa. Ainda assim, o verdadeiro encontro humano parece tornar-se cada vez mais raro.
Na economia industrial, o recurso........
