Saneamento básico – O jeito que havia
Crescer em Santana não era um postal ilustrado, desses que hoje se vendem com casas de colmo e flores à janela.
Era outra coisa. Era viver com o que havia - e, muitas vezes, com o que não havia também.
Hoje, ir à casa de banho é um gesto automático. Abre-se uma porta, acende-se a luz, roda-se uma torneira. Simples. Tão simples que já ninguém pensa nisso.
Mas nem sempre foi assim.
Houve um tempo em que o saneamento básico não passava de uma ideia distante. O que havia era uma retrete ou latrina, como lhe chamavam. Um pequeno abrigo de madeira, afastado da casa, sem autoclismo, sem água canalizada, sem nada que se parecesse com o conforto de hoje.
Papel higiénico não existia. Usava-se o que estava mais à mão. E esse “à mão” era, muitas vezes, uma folha de........
