Cortaram as asas a quem vive nas ilhas
A mobilidade - ou a gritante falta dela - permanece teimosamente no topo das preocupações dos madeirenses. O discurso político repete-se, recheado de anúncios, promessas, queixas e reivindicações de conquistas.
Mas quando se desce do plano das intenções e do diálogo para o da realidade concreta, o cenário é outro e bem penalizador para quem vive nas regiões autónomas.
Os exemplos recentes da quadra pascal são elucidativos. Famílias a pagar cerca de 400 euros por trajeto entre Lisboa e o Funchal, o que significa um custo imediato a rondar os 800 euros por uma viagem de ida e volta. O reembolso posterior, limitado a 200 euros por percurso ao abrigo do subsídio de mobilidade, deixa um rombo significativo no orçamento familiar. No exemplo dado, mais de 500 euros ficam irremediavelmente a cargo do passageiro.
Falamos, portanto, de quantias que não podem ser encaradas como um mero pormenor. E isso acaba por dar razão a quem entende que as alterações recentemente efetuadas visam sobretudo propósitos economicistas. Porque, desta forma, é óbvio que os madeirenses........
