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O Livro dos Princípios

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13.03.2026

Lembro-me muito bem da vez em que a Pat me pediu para comprar ganchos para pendurar dois quadros na parede do nosso quarto. Nesse dia, eu estava brutalmente cansado e ia a caminho de casa já tarde, mas ela insistiu para que passasse numa loja qualquer e eu entrei num armazém chinês...

Este é o princípio de uma crónica que ficou pendurado no vazio...

Eu sei o que quero escrever a partir deste arranque, mas sou capaz de passar anos sem qualquer avanço, como se estivesse diante de uma muralha intransponível. De certa forma, todas as crónicas que escrevi até agora – 548 – são meros princípios de longas histórias, cada uma com mil páginas, que ficaram suspensas dentro de mim, a balançar as pernas no vazio do ser, e eu estou convencido de que a minha obra literária jamais passará disto – O Livro dos Princípios.

Já agora, por falar em armazém chinês, lembrei-me de outra história que começa assim:

Quando eu era miúdo e andava na Escola da Cruz........

© JM Madeira