Das letras da Avó Cidália aos desafios do PISA
Comecei a juntar letras e a formar palavras, muito antes de entrar na escola. Quanto maiores, as palavras, mais me interessava por elas. Menos sossego tinha a minha avó Cidália. Foi com ela, para desespero da minha professora Alice, que descobri o mundo das letras. Um tormento, para quem, como eu, queria aprender ‘coisas’. Outras, que não juntar e soletrar palavras. Nessa altura, ainda que bem me lembre, não se cronometrava o número de palavras que uma criança, a frequentar, como eu, a primeira classe, conseguia ler por minuto. Não que me lembre. Isso sim, seria marcante para mim. A minha primeira classe não foi de grandes descobertas. Ainda me causa agonia lembrar-me dos inícios e finais das manhãs. Antes da saída para o recreio. Muito inventava que fizesse, para me entreter a passar a manhã, sentada na minha carteira. Era assim que se designava tradicionalmente, a mesa e o banco onde nos sentavam nas salas de aula. Eram feitos com tampos inclinados e assentos em madeira maciça, impecavelmente envernizados, em cor escura, com uma única estrutura em ferro, julgo que fixada ao chão. Muitas nódoas negras........
