Tempos estranhos |
A música transporta-nos sempre para momentos, lugares, pessoas, é uma característica de vínculo perene, muitas vezes saudosista.
Por estes dias fiz-me acompanhar pelos irmãos Gallagher, regressei à saudosa década de 90, à partilha de um auscultador com um dos melhores amigos de sempre, a ouvir “Wonderwall” no autocarro do clube a caminho de um jogo de futebol, fora ele que me apresentara aos Oasis com o empréstimo do álbum “Definitely Maybe”, e a partir daí, estes nunca mais abandonaram a minha seleção no éter, estando entre os meus favoritos.
Na década de 90, convivíamos fisicamente, estávamos presentes na vida uns dos outros e na nossa própria vida, éramos invisíveis e felizes. A vida era vivida enquanto experiência real, não existiam smartphones, as redes sociais não tinham expressão, a ciência tinha valor e........