Meio a gosto
Alcançámos a metade de agosto, a linha invisível que divide o mês que parece não ter fim (confesso-me já cansado de festivais, jantares, festas e tanto do mais), e obriga-nos a olhar para trás e a avaliar o que fizemos com as sementes que decidimos plantar.
Verdade, no início do mês, propus que enfrentássemos este período com os três emes: Marcar, Manter e Mudar (se não leu, veja a edição do dia 22/7). Agora, a meio do trajecto, a gosto de uns, menos de outros, importa saber se passámos da intenção à prática ou se fomos, mais uma vez, arrastados pela turbulência do calendário.
Falei em, Marcar, pois bem, será que conseguimos, nestas duas semanas e meia, marcar as pausas prometidas sem o peso da culpa? Ou permitirmos que o e-mail do trabalho, o Sms do cliente ou o watsApp com solicitações acessórias (a boa conversa deve manter-se) quebrassem o compromisso de estar com quem nos faz bem e gostamos? Ora, marcar o essencial exige firmeza, sobretudo quando metade do tempo já se desvaneceu e, esse, definitivamente já não volta.
Referi o Manter, nesta altura do ano, perante tamanha quebra de rotinas, enchentes em todo o lado, comportamentos sociais, direi estranhos,........
