UNIÃO EUROPEIA
Na Universidade, aqueles que não éramos comunistas, nem da extrema-direita, tínhamos como ambição pertencer à Europa Ocidental, das Liberdades democráticas e do grande Desenvolvimento.
A miragem, então, era a denominada Comunidade Económica Europeia (CEE), depois União Europeia (UE).
O 25 de Abril, após arriscadas lutas anti-comunistas, trouxe o Reconhecimento do Direito Natural do Povo Madeirense à Autonomia Política, cinco séculos e meio após o início da Ocupação e Povoamento do Arquipélago, tempo durante o qual dois terços do valor gerado pelo suor da nossa gente foi para os cofres de Lisboa (“O Deve e o Haver das Finanças da Madeira”).
A conquista da Autonomia Política, porque o Seu objectivo era o Desenvolvimento Integral da Região então a mais pobre de Portugal, logo o objectivo da Prioridade e Dignidade da Pessoa Humana e subordinação do Estado a este objectivo, acelerou ainda mais a atração pela Europa.
Quando o Dr. Mário Soares me convocou para saber sobre a adesão à CEE, se como Região Autónoma queríamos ficar de fora (como as Ilhas Faroé da Dinamarca), se pretendíamos ter um estatuto especial, incompleto (Canárias), ou se queríamos ficar integrados como a maioria do território europeu, respondi: “É como nos casamentos, Juntos para o bem e para o mal. Integrados plenamente”.
O Estatuto Político-Administrativo caracterizava como receitas nossas, os........
