Copa do Mundo 2026: por que as fraudes digitais estão ficando mais sofisticadas

Em 2010, durante a Copa do Mundo da África do Sul, um dos golpes mais comuns era relativamente simples. E-mails informavam que o destinatário havia sido sorteado em uma suposta loteria vinculada ao torneio e, para receber o prêmio, bastava fornecer dados pessoais ou realizar um pagamento antecipado.

Hoje, esse tipo de fraude parece rudimentar. Ainda assim, esse exemplo ajuda a explicar uma transformação importante. A história dos golpes associados às Copas acompanha, em grande medida, a própria transformação digital da sociedade.

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Mais do que refletir a evolução da tecnologia, ela mostra como mecanismos de confiança passaram a ser explorados de forma cada vez mais sofisticada.

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Fraudes digitais, golpes financeiros e crimes de engenharia social figuram entre as modalidades criminosas que melhor se adaptaram ao ambiente digital. Relatórios de inteligência de ameaças mostram que grandes eventos esportivos continuam sendo ambientes especialmente atrativos para campanhas de phishing, roubo de identidade e fraudes financeiras.

Como as fraudes evoluíram junto com a sociedade digital

Ao longo das últimas Copas, os golpes acompanharam a própria transformação da vida digital. Em 2010 predominavam loterias falsas e promoções inexistentes enviadas por e-mail. Em 2014, com a expansão das redes sociais, cresceram as fraudes apoiadas em marcas e plataformas conhecidas.

Em 2018, identidades digitais e credenciais passaram ser mais valiosas do que pagamentos isolados. Já em 2022, ingressos falsos, aplicativos clonados e hospedagens fraudulentas passaram a integrar ecossistemas cada vez mais sofisticados de engenharia social.

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