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O que a Copa do Mundo revela sobre a nova economia dos megaeventos

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19.06.2026

Quando foi anunciado que os Estados Unidos sediariam a Copa do Mundo ao lado de Canadá e México, criou-se a expectativa de que o evento não seria tão popular por lá, afinal, o futebol não é o principal esporte praticado e acompanhado nos EUA.

A lógica por trás desse argumento parece razoável. Os Estados Unidos já concentram algumas das propriedades esportivas mais valiosas do planeta. O calendário é dominado por eventos como o Super Bowl, NBA, a World Series da MLB e o US Open, além de uma oferta praticamente inesgotável de entretenimento, tecnologia e experiências voltadas ao consumidor. Em um ambiente tão competitivo, a expectativa de parte da imprensa e dos analistas era de que a Copa do Mundo encontraria limitações para capturar atenção e engajamento em larga escala.

O que os primeiros jogos do torneio demonstram, no entanto, é exatamente o oposto. A mobilização observada não se restringe às partidas envolvendo seleções tradicionalmente populares ou mercados de grande relevância comercial. Jogos entre países sem histórico de grandes audiências globais também têm registrado estádios cheios e forte interesse do público. Trata-se de um sinal importante porque revela uma característica rara dentro da indústria esportiva: a força da Copa do Mundo independe, em grande medida, dos protagonistas em campo.

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Enquanto muitas propriedades esportivas dependem da presença de grandes estrelas, rivalidades históricas ou equipes específicas para maximizar audiência e receitas, a........

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