Tensão no Irã pode trazer turbulência global no curto prazo e melhora no futuro

NOVA YORK – As implicações financeiras e econômicas da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã vão depender da duração do conflito. Quanto mais tempo durar, mais tempo podemos esperar que os preços do petróleo, do gás, dos fertilizantes, do hélio e de outros produtos continuem elevados.

Quanto maiores os danos causados às instalações de produção e exportação de petróleo do Golfo, maior será a pressão estagflacionária, o que terá impacto significativo nos mercados acionistas globais, nos rendimentos das obrigações e nos spreads de crédito.

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Os danos econômicos decorrentes de uma inflação mais elevada e um crescimento mais baixo seriam mais graves na Ásia, que está sofrendo um choque tanto nos preços como na quantidade de energia.

A Europa enfrenta pressões negativas nos termos de troca e sérios riscos de inflação, mas seu choque no abastecimento energético será mais limitado do que na Ásia.

Já os EUA enfrentam um choque positivo nos termos de troca, uma vez que são um exportador líquido de energia. Contudo, a inflação nos EUA será mais elevada e seu crescimento mais baixo, porque aqueles que consomem energia (famílias e empresas) vão gastar menos, enquanto os produtores de energia que se beneficiam de lucros extraordinários não produzirão nem investirão mais (sabendo muito bem que o choque é temporário).

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