Sua empresa depende demais de você? Isso pode estar travando o crescimento

Toda empresa, em algum momento, cresce muito apoiada na figura do fundador. É comum que seja ele que imprima velocidade, concentre o contexto, destrave impasses e dê ao negócio a tração necessária para sair do papel e ganhar relevância. Nas fases iniciais, esse arranjo não apenas faz sentido como costuma ser uma vantagem competitiva.

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A proximidade com a operação, a capacidade de decidir rápido e a disposição para entrar em qualquer tema ajudam a empresa a avançar quando ainda há pouca estrutura, pouca previsibilidade e quase nenhum espaço para erro. O problema é que esse mesmo modelo, que funciona tão bem no começo, tende a perder eficiência conforme a empresa amadurece. Não porque estivesse errado antes, mas porque o contexto mudou.

O negócio cresce, a operação fica mais complexa, as frentes se multiplicam, o número de decisões aumenta e a dependência excessiva de uma única pessoa começa a cobrar um preço alto demais. Em algum momento, aquilo que antes acelerava passa a limitar. 

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Essa virada nem sempre é fácil de perceber, sobretudo para o próprio fundador. Em geral, não há uma escolha deliberada de centralizar em excesso. O que existe é a continuidade de um padrão que já deu certo. O fundador segue entrando em tudo porque sempre entrou, revisa porque sempre revisou, decide porque sempre decidiu.

A intenção, quase sempre, é boa, para ajudar, proteger a qualidade, evitar retrabalho, manter o ritmo. O efeito prático, porém, pode ser outro. Aos poucos, a empresa passa a funcionar em torno dessa figura central. O time espera mais validação do que deveria, a autonomia encolhe, a responsabilidade se dilui e a velocidade da execução........

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