O que 2025 ensinou sobre a dolarização do patrimônio

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Para muitos investidores, 2025 foi um ano frustrante para quem esperava que a dolarização funcionasse como uma proteção automática do patrimônio. O dólar terminou o ano abaixo do nível de janeiro, contrariando a expectativa, ainda muito comum, de que a simples exposição cambial traria ganhos quase inevitáveis em momentos de incerteza. Mas talvez a frustração diga menos sobre o comportamento da moeda e mais sobre como a dolarização ainda é entendida no Brasil.

O desempenho do dólar ao longo de 2025 reforçou um ponto essencial: a exposição cambial não deve ser julgada pelo resultado de um único ano, mas pelo papel que ela cumpre dentro da organização patrimonial. Ao longo do período, o câmbio funcionou menos como gerador de retorno e mais como variável de risco, refletindo a instabilidade estrutural típica de economias emergentes.

A volatilidade foi expressiva. O dólar oscilou entre R$ 5,27 na mínima e R$ 6,30 na máxima, uma amplitude superior a 19%. No calendário do ano, saiu de cerca de R$ 6,20 para R$ 5,50, acumulando uma queda próxima de 11%, mesmo tendo registrado momentos de valorização intensa ao longo do percurso. O ponto mais relevante, portanto, não está........

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