A Bolsa dos EUA é grande demais diante do crescimento de China e Índia?
No mês passado, Gemma Cheng’er Deng, do King’s College London, e eu lançamos o BRICS Thinking, plataforma política sem fins lucrativos que visa explorar soluções coletivas para os maiores desafios mundiais nesta era do “nós contra eles”.
Para marcar a ocasião, meu ex-colega de Goldman Sachs Gavyn Davies elaborou uma análise numérica detalhada do que aconteceu com a economia mundial desde que criamos a sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China), há um quarto de século. Até onde sei, trata-se da análise mais exaustiva e objetiva do desempenho real das economias dos BRICS em relação aos cenários que apresentamos no início dos anos 2000.
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Muitas das conclusões de Davies são fascinantes. Para começar, tanto China quanto Índia superaram largamente nossas projeções. Suas contribuições ao crescimento global do grupo têm sido tão significativas que mais do que compensaram o desempenho abaixo do esperado do Brasil, da Rússia e da África do Sul (esta última foi adicionada uma década após nosso artigo original sobre o BRIC).
Em segundo lugar, China e Índia também superaram as expectativas em termos de PIB per capita, que é o que de fato importa para o cidadão comum em cada país. O sucesso dos dois países serve, assim, de inspiração para todas as outras chamadas economias emergentes.
Em terceiro lugar, não só........
