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O dilema do consumidor: como a sopa de letrinhas automotiva desafia o mercado

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friday

Até muito pouco tempo atrás comprar um carro era um processo banal. O consumidor escolhia entre motor flex e diesel. E talvez a cor da pintura na concessionária.

Hoje o sujeito entra no showroom e é sumariamente atropelado por siglas que ele mal consegue decifrar. Temos MHEV, HEV, PHEV, elétrico puro. Uma sopa de letras sem fim. O cliente não faz ideia da diferença prática entre um sistema micro híbrido de 48 volts e um híbrido plug-in.

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O vendedor, para ser absolutamente franco, muitas vezes também não domina a engenharia por trás daquilo tudo. Mas a cota do mês bate na porta e os boletos da operação não esperam a curva de aprendizado de ninguém.

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Temos uma enxurrada contínua de lançamentos. Quase tudo é uma novidade absoluta e não testada no asfalto brasileiro. Um terreno incrivelmente fértil para a assimetria de informação. E a confusão, como sempre, custa muito caro.

A explosão das opções confundiu o consumidor

A transição energética estilhaçou a cadeia de valor tradicional do setor. Antes, a regra corporativa era focar agressivamente em ganho de escala com motores a combustão confiáveis e conhecidos.

Agora, as montadoras são forçadas a oferecer um cardápio completo para cada perfil de cliente, para agradar legislações ambientais de diferentes continentes. Diesel, gasolina, motores flex, baterias minúsculas de apoio, baterias gigantes de tração.

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Isso exige um capital intensivo monumental da indústria. A margem de lucro encolheu drasticamente nas matrizes e o custo de produção disparou.

Do outro lado do balcão temos o empresário........

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