BC reduz Selic e spreads de crédito continuam subindo: o que está acontecendo com o crédito brasileiro?

A decisão do Banco Central de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira parecia, à primeira vista, mais um passo previsível dentro do ciclo de flexibilização monetária. Mas o comportamento do mercado de crédito mostra que nada é tão simples quanto parece.

Enquanto a taxa básica recua, os spreads continuam subindo, impulsionados por uma inadimplência que segue resistente e por um ambiente de risco que ainda não se normalizou e nem parece que vai se normalizar tão cedo.

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O resultado é um paradoxo que confunde quem olha apenas a Selic, mas faz total sentido para quem acompanha o balanço dos bancos: o juro básico cai, o funding fica mais barato, mas o crédito fica mais caro. E isso não é um acidente — é consequência direta da forma como o sistema financeiro precifica risco no Brasil.

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O risco segue alto — e o crédito responde a ele, não à Selic

O crédito brasileiro não se move ao ritmo da política monetária. Ele se move ao ritmo do risco. E o risco, hoje, permanece elevado. A inadimplência continua em patamar desconfortável, especialmente nas linhas de curto prazo para famílias, pequenas e médias empresas e até grandes empresas estão sendo impactadas. Mesmo com renegociações volumosas, o estoque de operações........

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