É improvável que Europa enfrente alta da inflação, mas há risco de retrocesso climático

FRANKFURT — O aumento acentuado dos preços globais da energia desde o início da guerra no Irã reavivou memórias do pico de 2022, desencadeado pela invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia e pelas sanções energéticas que se seguiram. À época, os bancos centrais não reconheceram de imediato a dimensão das pressões inflacionárias geradas. Quando o fizeram, sobrou pouco a fazer tirando lançar um ciclo de aperto monetário abrupto e agressivo. Hoje, eles parecem determinados a não cometer o mesmo erro.

Até agora, este choque parece ser menor do que o de 2022. Embora o aumento dos preços do petróleo bruto seja semelhante – cerca de 60-70% –, o ponto de partida é diferente. Os preços do petróleo bruto subiram de modo acentuado nos meses que antecederam a guerra na Ucrânia, mais do que duplicando em relação ao seu mínimo da primavera de 2021 (resultado da pandemia da covid-19) para atingir US$ 80 por barril – o dobro da média de 2020 – no fim do ano. Esta recuperação vinha gerando pressões inflacionárias muito antes dos preços do petróleo atingirem o pico de US$ 110/US$ 120 por barril (semelhante ao nível atual) no verão de 2022.

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