Um típico vilão brasileiro?
Quem fala demais dá bom dia a cavalo, e quem concede muitas entrevistas em curto espaço de tempo acabo exagerando na dose de “gafes”. Foi o caso do ministro Gilmar Mendes, que resolveu falar em poucas horas com vários jornalistas, para tentar emplacar sua narrativa de que o STF é alvo de muitos “ataques” e “calúnias”, pois o Brasil teria agora “200 milhões de juristas”. Não é preciso ser jurista para ver os abusos supremos que Gilmar defende.
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No afã de desqualificar Romeu Zema, que vem subindo o tom contra o arbítrio de alguns ministros do STF, Gilmar zombou de seu sotaque mineiro, “próximo do Português” e parecido com a língua falada em Timor Leste, e além da xenofobia ainda destilou seu preconceito homofóbico, questionando se não seria ofensivo retratar o ex-governador como um boneco gay.
A repercussão foi tão negativa que Gilmar tentou consertar com um simples pedido de desculpas nas redes sociais, ainda assim na defensiva: “Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”. Então tudo bem, fica por isso mesmo?
Pela reação descabida e cada vez mais insana e........
