O Brasil precisa de um presidente, não de um CEO

A turma que prefere Tarcísio a Flávio Bolsonaro ainda não jogou a toalha. No começo, chegaram a acreditar que a indicação do filho era um "balão de ensaio" ou uma "chantagem". Agora percebem que a coisa é mais séria, e usam pesquisas para vender a ideia de que Tarcísio de Freitas é um nome mais competitivo, ignorando a distância das eleições e a necessidade de uma saudável desconfiança com tais pesquisas.

Whatsapp: entre no grupo e receba as colunas de Rodrigo Constantino

Em sua coluna de hoje no Globo, o tucano Merval Pereira chega a afirmar que Bolsonaro prefere Flávio mesmo sabendo das chances maiores de derrota, pois assim poderia manter o domínio sobre a direita, mesmo que na oposição. Merval é um dos que defendem a ideia de que o país precisa de um CEO no governo:

Dificilmente Bolsonaro mudará de ideia, porque está convencido de que é melhor perder com seu filho do que ganhar com Tarcísio. O raciocínio é simples, ou simplório: um candidato vitorioso que ele não possa controlar criará um líder de direita que, se exitoso no governo, deixará o bolsonarismo a ver poeira da estrada. Um presidente de direita não precisa ser radical para satisfazer ao eleitorado antipetista. Precisa ser........

© Gazeta do Povo