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Centrão sabor direita?

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Política é a arte do possível. Concessões serão sempre necessárias. Algum grau de pragmatismo é crucial. Mas qual o limite? Cada um terá o seu. Mas é preciso ter em mente o risco de se ser tão pragmático a ponto de confundir isso com adesão, com perda total de valores e princípios. Melhor perder de pé do que vencer de quatro? Depende do que está em jogo. Mas não pode ser vencer a qualquer custo, pois isso seria uma vitória de Pirro.

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Tais reflexões vêm à mente com a escolha do candidato do PL ao Senado por São Paulo. Eduardo Bolsonaro bateu o martelo e seguiu a indicação de Valdemar Costa Neto, presidente do partido. Para ficar menos feio, colocou-se como suplente, mas todos sabem quem será o senador de fato. É um ícone do centrão, alguém próximo de Márcio França, ex-ministro de Lula, de Geraldo Alckmin, vice-presidente de Lula, e de João Doria.

André do Prado, presidente da Alesp, não vai jamais enfrentar o abuso supremo. Todos sabem disso. No textão escrito por Eduardo para justificar a escolha, ele mesmo nada diz sobre STF, focando na “ficha limpa” de Prado. Ora, se ficha limpa é o novo critério, a nova régua, muita gente até com viés de esquerda pode ser escolhida. O senador Alessandro Vieira, por exemplo, é ficha limpa.

Pelo visto, tem muita gente na “coleira do Valdemar”, ignorando que o cacique do PL é um ícone do centrão fisiológico e mensaleiro dos tempos do PT

Pelo visto, tem muita gente na “coleira do Valdemar”,........

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