Dinheiro é essencial: o que ninguém explica aos jovens
Um dos momentos marcantes da minha vida foi quando recebi meu primeiro salário. Não era suficiente para me sustentar. Geralmente, o primeiro salário do primeiro emprego nunca é. Mas era o passo inicial para assumir o controle do meu destino. Lembro que entrei no supermercado e pensei: posso comprar o que quiser porque agora tenho dinheiro para isso. Meu dinheiro.
Fui, aos poucos, me tornando independente. Mudei de emprego muitas vezes, avancei na carreira, casei, tive filhos e, eventualmente, passei por tempos difíceis, inclusive um período de desemprego em que ia ao mercado com um aperto no estômago, com receio de que o dinheiro da conta não fosse suficiente para pagar as compras. É um sentimento terrível.
Há quem recomende aos jovens que, ao escolher uma profissão, o importante é fazer o que se gosta. “Siga sua paixão” e o resto será consequência. Mas esse é um conselho equivocado que produz resultados graves, às vezes irrecuperáveis.
Um dos fatores críticos para a felicidade do ser humano é a capacidade de se sustentar e, em algum momento, sustentar uma família. Nenhuma “paixão” substituirá isso. Conheço pessoas que decidiram seguir carreiras em que fariam o que gostavam - na verdade, aquilo que achavam que gostavam - só para viver em permanente insegurança, instabilidade e dependência porque a ocupação que escolheram não gerava renda suficiente. Depois de algum tempo, a maioria não fazia mais o que gostava; eles faziam qualquer coisa para sobreviver.
É claro que uma vida feliz é resultado de muitas coisas e apenas algumas delas estão sob nosso controle. Mas as coisas que controlamos não podem ser negligenciadas. Poucas pessoas trabalham fazendo apenas o que........
