A praia do insulto: Rio oferece a beleza de um paraíso e recebe de volta insultos
O homem estava sentado na areia da praia quando viu o cano da arma apontado para ele. Só depois de alguns segundos é que ele ouviu a voz: “Vai comprar ou não vai?”. Era um vendedor de milho cozido. O homem segurava uma pistola de brinquedo e abria um sorriso para deixar claro que não se tratava de um assalto, mas de uma nova técnica de vendas.
Acontece no Rio de Janeiro.
É quase meio-dia de domingo e não há um centímetro quadrado de praia que não esteja ocupado. Dessa vez, o ambulante da pistola foi malsucedido em sua tentativa de venda. Mas ficou a pergunta:será que ele conseguia aumentar o faturamento apontando uma arma de brinquedo para as pessoas? Ele some na multidão em busca de uma nova vítima - digo, cliente.
Está acontecendo em Ipanema.
Um grupo de senhoras, falando espanhol, se acomoda em cadeiras perto do mar, ao lado de pratos de isopor e de restos de comida que alguém deixou na areia. Elas acomodam cuidadosamente suas sandálias e pertences ao lado da sujeira, que permanece onde estava.
As barracas e cadeiras da multidão formam corredores estreitos por onde se espremem ambulantes. Outro vendedor de milho cozido tenta passar com seu panelão de água fervente, mas um desnível na areia faz com que o carrinho se incline, jogando vapor nas senhoras e ameaçando derramar a água quente em cima delas. “Tá tudo sob controle”, diz o ambulante, puxando o carrinho com........
