Quem é “a direita”? Quem decide por ela?

Por mais coesos que sejam os grupos políticos, existem neles divergências de opinião, de método, de objetivo e de estratégia a seguir. É da natureza humana que assim seja. Ainda que se considere que o agir político é um agir coletivo, a opinião política é individual – e ela é tão diversa como diversas são as pessoas.

Em vez de “diversidade”, palavra desgastada pelo uso político, talvez a expressão que melhor signifique a realidade das disparidades de opinião seja “pluralidade”. O conjunto de opiniões de uma pessoa é talvez tão único quanto sua impressão digital. Por mais que duas pessoas pensem de forma parecida, nunca haverá plena identidade entre seus pensamentos. A divergência, por menor que seja, é parte da natureza humana e, consequentemente, da vida em sociedade.

É de se imaginar, portanto, que campos políticos tão amplos como “a direita” ou “a esquerda” contenham em si pessoas com visões de mundo e programas políticos bastante distintos, ainda que compartilhem o suficiente para estarem no mesmo grupo. Não é surpresa, portanto, que haja enfrentamentos políticos dentro de um mesmo espectro ideológico, ou mesmo dentro de um projeto eleitoral único.

Não é nada excepcional haver divergência dentro da “direita”. O excepcional é que a divergência não encontre outro canal que não o embate público via redes sociais

Não é nada excepcional haver divergência dentro da “direita”. O excepcional é que a divergência não encontre outro canal que não o embate público via redes sociais

Em outras palavras: não deveria........

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