Quando o aliado vira problema: Trump, a Groenlândia e a OTAN
No discurso de posse proferido por Donald Trump no dia 20 de janeiro do ano passado, uma frase chamou pouca atenção. Disse o presidente: “Os Estados Unidos voltarão a se considerar uma nação em crescimento — uma nação que aumenta sua riqueza, expande seu território, constrói suas cidades, eleva suas expectativas e leva sua bandeira a novos e belos horizontes.” Ninguém deu muita bola à parte da expansão territorial. Parecia um arroubo retórico, sem consequências na vida real. Afinal, não se poderia imaginar, na prática, como e por que os EUA expandiriam seu território, em pleno século XXI.
Os últimos acontecimentos, entretanto, mostram que Donald Trump não estava brincando. O presidente americano anunciou que, a partir do primeiro dia do mês que vem, os EUA imporão 10% de tarifas a todas as importações vindas de oito países europeus: Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia.
Foram exatamente esses países que atenderam ao convite da Dinamarca e resolveram participar de manobras militares na Groenlândia, ilha pertencente à Dinamarca, que Trump decidiu, a todo custo, incorporar ao território norte-americano. Entretanto, Trump foi além ao afirmar que, a partir de 1º de junho, a tarifa passará a ser de 25% e permanecerá em vigor até que um acordo seja firmado para a compra “completa e total” da Groenlândia.
A ideia dinamarquesa, ao convidar os países europeus para as manobras militares, foi dar os primeiros passos para a criação de uma missão........
